terça-feira, 27 de agosto de 2013

"Ah! Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não." Já dizia o Poeta.

É preciso paixão, mais até que o amor...pelo menos num primeiro momento. A paixão é o pontapé, é o impulso, é a carga de endorfina. Pelo trabalho, por um alguém, por causa própria, pelas histórias que se escreve. Como pode uma palavra com apenas seis letras conseguir significar tanto? Vai dizer que você não pensou naquele frio que dá na barriga?
Pena não podermos viver imersos nesse infinito de sensações, o que dizem pesquisas nos levaria em pouco tempo a um colapso. Os efeitos da paixonite são comparados até mesmo aos da cocaína, tamanho poder sobre o sistema nervoso e tamanhos são seus efeitos, quimicamente comprovados, em nosso cérebro.
Mas em se tratando de paixão como fator motivador de conquistas o único risco que se corre, no fim de tudo, é de ser feliz. Essa mola, por assim dizer, é capaz de amenizar os percalços da profissão escolhida já que a combinação de endorfina e dopamina presentes no organismo enquanto executamos uma tarefa da qual gostamos nos propicia o sentimento de prazer, o que pode de fato minimizar os efeitos de chefes mala, colegas não tão simpáticos...
Nas atividades físicas por exemplo, das que requerem maior ou menor esforço físico, é senso comum que a satisfação que proporcionam é a maior responsável por qualquer resultado no corpo e na mente. Até porque, quando se escolhe algo para praticar frequentemente procuramos o que nos seja minimamente agradável.
Ter alguma "bandeira" pra hastear na vida e, hasteá-la com toda convicção é paixão. Das causas mais nobres, como o problema da água no planeta, do aquecimento global às de foro íntimo. Uma das definições do objeto desse texto no dicionário Aurélio é - Movimento violento, impetuoso, do ser para o que ele deseja - ora, nada mais do que um súbito acesso de coragem, de energia das entranhas para batalhar pelo desejo, o que ao final e mesmo durante o período de luta irá gerar um misto de sensações altamente viciante.
Mas de tudo o que possa ser apaixonante, o que deve despertar paixão mesmo é a vida que se leva. Nada contra o amor. Ele continua sendo lindo. Porém toda vez que ouço essa palavra penso numa lagoa, onde nada acontece. Onde não é possível surfar, nem levar caixotes, nem deixar o barco correr sem que se use remos. É só calmaria. É sem surpresas. No sentimento de seis letrinhas tem sempre algo desafiador,a conquista, e até o fato de não dar certo é caminho, caminho pra se apaixonar por outra coisa, outro alguém. E nessa "brincadeira" não se quer mais parar de viver.De viver pra sentir, pra conhecer, descobrir. E de se apaixonar muito, muito mesmo, pelo menos num primeiro momento.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A vida é uma caixinha de escolhas.

Escolhas implicam em renúncias. Toda vez que optamos por alguma coisa, estamos , automaticamente descartando uma outra. Vezes com certeza do que fazemos, vezes com certo pesar pelo que ficou pra trás, vezes por pressão (popular ou particular), vezes porque não há outra saída.
Há certas decisões bem mais difíceis de serem tomadas. As que envolvem outras pessoas por exemplo, as que implicam grandes mudanças, as que trazem perdas.
Ficar em cima do muro não é, com certeza, a melhor saída, já que quando se está lá em cima não se tem nem o quintal, nem o jardim do vizinho. Viver um mundo paralelo também não, pois dificulta cada vez mais o momento da escolha. Quando se está na "paralelidade" é possível ter de tudo um pouco, criando então a falsa ideia da plenitude.
Ora, não se pode ser pleno tendo qualquer coisa pela metade. Metade de uma vida, de um amor, de um livro...É preciso ter por inteiro! É preciso ter nas mãos! E o principal, é preciso SER pra ter!
É preciso ser adulto para ter lucidez a respeito do caminho a seguir, é preciso ser maduro para aceitar que a vida vai dar não (às vezes ou várias vezes), é preciso ser sereno para enfrentar as turbulências que virão a partir da escolha e é preciso ser justo e honesto consigo mesmo para levantar a bandeira do "Podem Vir, Consequências!", quando a última martelada for dada.
Seria muito mais interessante poder conjugar tudo que se quer numa coisa só e aí sim, fazer a escolha mais acertada, do tipo, o cheiro daquele gatinho e o papo de outro, a decoração de um restaurante e a comidinha caseira do buteco, os passeios de família e as saídas intermináveis com os amigos, o marido perfeito e a sogra ideal, ter filhos e continuar com a barriga chapada, enfim, são tantos os exemplos que citar é até de cansar, a quem lê e a quem escreve. Mas parece que a gente não está aqui pra ter tudo, a gente está aqui pra ser feliz com o que a gente tem, não por falta de opção, mas por não ter dúvida nenhuma a respeito da escolha.
A certeza que vem de dentro, aquela força pra topar qualquer parada, só se tem em momentos cruciais, naqueles em que é a vida da gente que está em jogo. A vida feliz ou a vida pela metade...Viver é um caminho repleto de momentos de escolha...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Conhecer faz Crescer!

Desde o nascimento e até mesmo antes, na fecundação, começamos um processo de crescimento diário, centímetro a centímetro, até que se chegue a idade adulta e este se consolide. Falamos do desenvolvimento físico, é claro, posto que o desenvolvimento moral, intelectual, sentimental, estes não cessam jamais!
Para que este processo que para muitos chama-se amadurecimento, possa ocorrer nada mais é preciso além de conhecer-se, pedaço a pedaço, cada falha e virtude, do fio de cabelo ao dedão do pé. Às vezes pensamos ter total ciência das nossas aptidões, domínio das fraquezas. E é possível que tenhamos, das que conhecemos. E daquilo que não percebemos, do que está no fundo de uma gaveta?!
Fazer análise é abrir e revirar cada compartimento do nosso "armário" vasculhando fundo, fundo mesmo. A busca pode ser solitária, com reflexões diárias, a partir da observação de atitudes, comportamentos. Ou pode ser com auxílio de um profissional, terapeuta, analista, como queira, com a ajuda de alguém que a partir da sua demanda pode ligar a "luz" na direção certa.
Recentemente uma amiga escreveu que fazer terapia era coisa para macho, concordei! Essa expressão é utilizada sempre que agimos com coragem e não há nada mais corajoso do que SABER-SE. Crescer é isso: Conhecer-se!
Demora, em alguns momentos dói, faz chorar.Mas, em outros, a medida que nos descobrimos, que valorizamos os limites mais importantes (os nossos!), os comportamentos que devemos manter, os que podemos evitar e assim construir dentro de nós um adulto com princípios sedimentados - o que não significa que não possam ser alterados, estamos em eterna construção - vemos o quanto vale a pena movimentar a poeira para que aconteça a faxina de verdade, ao invés de jogá-la toda pra debaixo do tapete.
Até porque se um dia não quisermos mais mantê-lo ali, ou caso seja insustentável conviver com o ácaro e a sujeira acumulada entre as fibras dele, vai ser muito mais demorado, talvez mais difícil tornar o ambiente limpo, ainda que nunca seja tarde demais e nem impossível!
A fórmula da vida, da felicidade é essa, a mais simples e está guardada dentro de nós. Ser gente grande é fácil, difícil é agir como adulto!
"A Verdadeira medida do homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio."
(Martin Luther King)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quem ama o feio...

"Quem ama o feio, bonito lhe parece!"
Ouvi repetidas vezes minha avó dizer e, realmente, cada dia acredito mais!
A beleza do mundo, as cores ou ausência delas, as virtudes...tudo está nos olhos de quem vê, são o reflexo do que se tem dentro, está relacionado com o otimismo que carregamos conosco ou com a expectativa de que o mal se esconda por trás de qualquer coisa ou pessoa.
Ser otimista, desejar que tudo caminhe rumo ao desenvolvimento, da evolução e vibrar sempre nessa sintonia é transformador de ambientes, ao passo que perseguir as desventuras atrai, trás pra perto, manda buscar e além de tudo destrói a saúde, envelhece e desgasta.
Há estudos que comprovam mesmo que essa negatividade faz com que haja desoganização de alguns grupos celulares, culminando em doenças psicossomáticas e em vários tipos de câncer também. Não é historinha de hippie pra convencer ninguém a ser zen, é fato.
Sem defender a causa budista ou naturalista, mas chamando o sucesso com o que temos de mais poderoso e criativo, o cérebro, seja qual for o objetivo, fazemos com que as energias confluam para que se chegue bem mais perto...Positividade pra dentro da cabeça!! Negatividade pode ser perigosa!!
Esperando sempre decepções o melhor show do mundo poderia ter sido ainda mais, o sabor da comida poderia ser mais gostoso, o sol poderia ser menos quente, a brisa menos fria, o sorvete mais gelado, a vida sempre poderia ter sido e nunca está o bastante, e nunca se está satisfeito, e nunca nada dá certo.
E, seguindo essa linha de raciocínio, conclui-se que:
"Depende de nós que o circo esteja armado, que o palhaço esteja engraçado"
Pode ser que nem sempre seja possível viver a vida dos sonhos, que não se consiga rir todos os dias, mas se houver sempre a expectativa de um horizonte melhor, e se houver fé nisso, toda a atmosfera será diferente e o universo não terá saída, a não ser conspirar a favor!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

E nada de desorganização!

Por que as coisas precisam ter organização?!
Para que se possa achar de forma mais fácil, rápida...para que saibamos o que tem e o que falta, enfim, para que se tenha controle!!
Sofrem então aqueles que não tem a menor capacidade de guardar em gavetas, de catalogar em ordem alfabética, de separar os itens da cozinha dos produtos de limpeza.
Lavam branco com vermelho e criam uma peça cor de rosa; levam um cd do Chico Buarque pro carro e descobrem que o que tava lá era Astor Piazzolla (hum, nada mal); compram o mesmo livro porque não sabem se emprestaram ou perderam. Enfim, são tantas as coisas que podem ser perdidas, atravancadas ou que podem não acontecer por conta da falta de organização, que enumerá-las, fatalmente demandaria um tempo grande.
Diversos textos poderiam ser escritos com base na palavra desorganização.
Desorganização de pensamentos, de casa, de coisas. Tem gente que precisaria instalar uma verdadeira UPP na vida pra dar conta de pacificar os ânimos e arrumar os guarda-tudo de todos os tipos.
Para vida e para cabeça existem psicólogos, tarólogos, astrólogos e mil "logos" à espera. Para os guarda-tudo, existem personais organizeitors (tipo tabajara) de roupas, casas, agendas e o que mais a gente consegue imaginar e não consegue também. Basta que se tenha grana para bancar o luxo de não cuidar sozinho da própria organização.
A realidade é que a vida pede que saibamos estabelecer prioridades, momentos adequados pra tudo e isso é uma forma de forçar a gente a se organizar. Saber onde estão as coisas materiais das quais se precisa no dia-dia é importante pra fazer render tempo, mas o principal é saber dentro da gente mesmo o que guardamos, onde está guardado e se precisamos mesmo continuar guardando.
Nada é mais importante do que saber o que temos e o que ainda precisamos para ter a tal da vida feliz, bem feliz...isso sim é ter o controle...do que é mais importante..da gente mesmo!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ê tempo!

"És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo..."
Faz amadurecer, solidificar, envelhecer, esquecer, estragar...
Pode ser medido em horas, minutos, pelas transformações físicas, ser percebido através de fotos e histórias. Gostamos de quantificá-lo mais do que de qualificá-lo.
Penso no tempo ora como uma coisa concreta, que vejo passar no relógio e no calendário, ora como algo completamente sem unidade de medida, tão fulgás quanto interminável, dependendo apenas da situação. Às vezes é aquele vovô bonzinho que assopra os machucados e sara as feridas, outras o inspetor que acaba com o recreio quando a brincadeira estava ficando boa.
Cada um vem com timming específico. Por isso ocorrem os desencontros!! E os grandes encontros também! Que nada mais são do que pessoas com cronogramas de vida parecidos, ponteiros acertados para mesma atividade num mesmo período.
Não dá pra alterar o tempo de ninguém, fazer com que te entendam no momento que você precisa, te queiram no momento que você quer...salvo quando as "coincidências" fazem com que as vontades se cruzem, fora isso, é respeitar o traçado dos outros e, principalmente o seu próprio.
O passar dos anos no tangente à nossa estrutura física, deixa suas marcas, não há como negar. A textura da pele, o vigor da juventude, a capacidade de nossos órgãos não são as mesmas aos 20 e aos 70. A maturidade e a sabedoria também não. Tudo a seu tempo! Horas de correr, horas de caminhar! Libélula e depois borboleta!
É possível escolher o quando de muitas situações na vida, o que não significa que é o quando certo...rs...mas há essa possibilidade. A questão maior surge diante das coisas inalteráveis, dos anos que não voltam atrás, das palavras que já saíram da boca, dos pontos finais que não podem ser transformados em vírgulas...como faz?! Dá-se tempo ao tempo!
O relógio não vai parar, os doze meses do ano continuarão existindo, todavia o tempo de sofrer, de amadurecer, de ser feliz não está sob os domínios deste Vovô Inspetor...rs...é pessoal e intransferível.
A vida não se resume a um esvair de dias e horas até que se chegue à morte, é uma sucessão de fins e recomeços. O tempo é apenas um referencial para coisas práticas, nada mais. As coisas da alma desconhecem essa medida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Auto-ajude!

Vou vivendo! Assim como o chorinho do grande mestre Pixinguinha, vamos levando, sempre pra frente, a vida que Deus nos deu.
E o importante é conseguir sair driblando percalços, dar lençóis e olés em cada sujeito ou predicado que ameace tirar a paz, a tranquilidade e a alegria de sermos exatamente quem somos. Sem temor, sem pudor!
Não se pode deixar faltar vida na vida. Soou estranho?! Pode ser, mas é a real! Quando não há vigor, energia, nem forças pra levantar a cada nascer do sol ou cair da lua (para os notívagos), constata-se a morte em vida e se é pra ser assim...não sei não, melhor a morte real, a do corpo do que a da alma.
Se a gente tá aqui na Terra e não é pra ser feliz, não faço ideia de pra que seja...meros brinquedinhos divinos? Pouco provável!!
Seria um desperdício de energia e conhecimento de qualquer criador, Deus ou não, gerar uma máquina tão complexa e jogá-la no mundo já fadada a autodestruição e à infelicidade. Por isso sigo acredito que o fim só chega quando antes dos créditos finais sobe aquela frase: "E foram felizes para sempre".
O que não implica em assumir que há dias de desesperança total, de falta de fé e desilusão, características do ser humano, ainda mais desse ser humano de hoje, tão imediatista...
Difícil (muito difícil) ver o copo meio cheio; numa longa caminhada pensar que já está quase chegando; pensar que poderia ser pior e agradecer por não ter sido...Até o mais fervoroso cristão fraqueja, cai e às vezes duvida.
Ninguém há de ser crucificado por isso. Titubear diante de um ou muitos obstáculos é normal. Desistir sempre que eles aparecem é que não pode acontecer. Seja de quaisquer ordens; de amor, de trabalho, de família, de solidão, de dinheiro, todos sempre serão desgastantes, demandarão paciência, articulação, além de algumas doses de sofrimento, porém, terão o desfecho adequado ao nosso crescimento e felicidadeeeeeee!!
Por isso sempre digo que estou tentando e gosto muito quando ouço alguém dizer também. É logico que me alegra muito mais poder gritar: Consegui!! (aí ninguém quer sussurrar..rs). Mas me incomodaria demais ter que falar : Desisti!
Entendo que abdicar de uma luta em prol de uma estratégia para vencer a guerra, faz parte, só que viver não precisa ser uma, não precisa ser um campo de batalha onde sempre há mortos, feridos e mutilados. Tem que ser uma escola, cheia de séries e níveis de dificuldade, da qual saíremos cheios de conhecimento e prontos para viver a plenitude, a integralidade da alma liberta dos grilhões aos quais se aprisiona voluntariamente, numa forma de boicotar a si mesma.
Esta aspirante a escritora gostaria de ter essa sanidade mental, a ponto de exercê-la em seu cotidiano a cada vez que o desânimo resolvesse se instalar, a cada vez que a falta de fé no futuro começasse a surgir, mas imagina que também os escritores de livros de auto-ajuda tenham problemas e que precisem ler livros de outros escritores para visualizar o caminho...aceito sugestões.

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