sexta-feira, 11 de março de 2011

Metamorfose Ambulante, teu codinome é VIDA!

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas! Boas ou ruins, cheias de aprendizado, de amor ou de dor e é assim pra todo mundo!
Os problemas não existem pra uma pessoa só. Ás vezes um problema é de várias, às vezes o que era pra ser só nosso interfere e mexe com a vida de quem tá em volta.
E não adianta se isolar num casulo, fechar as portas, se trancar em casa e tentar encaixar as peças que a vida prega afundado em tristeza e em revolta...Desanuviar não é viver o momento de dor, é tentar resolver! É sabido que mudar dói e só o dono da dor sabe o quanto...mas mudança é transitório, passa!! Aquele passarinho que durante a muda nem canta, não permanecerá mudo, há de cantar ainda mais belo e vistoso.
O mais difícil de tudo é entender que as coisas que acontecem, das mais felizes até as mais tristes, foram programadas pra gente e a gente pode com ou contra todas elas.
O mundo nunca foi feito de facilidades, de samba e amor... temos que correr atrás, fazer acontecer o feliz pra sempre, colecionar pedras, transformar limões em limonadas ( ou em caipirinhas..rs), sem preguiça, com força de vontade e garra!
Dinheiro ou falta dele, trabalho, filhos, família, são itens quase que de fábrica e não são fáceis de lidar...geram aborrecimentos e preocupações que se dissipam na poeira do vento tão logo vamos ficando "escolados" em resolvê-los. Precisamos desses "problemas".Vivemos cercados de pessoas e pessoas sempre são complexas...às vezes bem mais do que se imagina, mas isso é outro caso, é tipo videogame, subindo de nível.
O sofredor muitas vezes parece "amar" seu sofrimento, se apega a ele de tal forma que nada, nem ninguém pode ser mais importante, nada mais pode ter espaço na vida, nada mais pode ocupar a mente e o coração. E é com a "casa" mental confusa que se geram outras tantas confusões, outras dificuldades, que se criam barreiras antes inexistentes. É nesse momento que somem aqueles que poderiam ajudar, aqueles que dariam a mão e até o braço pra aliviar as tristezas. Somem porque são afastados pelo egoísmo com o qual se age quando não se vê mais nada além do poço.
Não dá pra julgar quem sofre! Quem não teve um problema de equação difícil, que não achou que o mundo ia se acabar quando tirou um extrato no banco, que não sofreu de dor de amor?
Elementar, meu caro Watson! Trivial! Faz parte do jogo da vida!
Agora quem não tem uma boa história de volta por cima pra contar, pessoal ou de amigos?!
Sim, sinal de que tudo se resolve. Pode até ser que não do jeito que se queria, ponto por ponto, mas se resolve!
O céu não está sempre cheio de nuvens, nem de estrelas, nem a lua, nem o sol se fazem presentes as 24 horas do dia, como pedir então que a vida seja linear, sem desafios?! Ninguém vai ao parque de diversões para dar infinitas voltas no carrossel, a emoção da montanha-russa é que vale o passeio.
Sair da casca e criar nova, crescer, decepcionar, cair, levantar...há sempre um sentimento novo a se descobrir, um caminho a desobstruir. Se pararmos diante da tempestade vamos deixar de saber como é a bonança, de aprender...vida que segue! A dureza do nosso micromundo não pode deixar com que o mundo de verdade pare pra gente chorar e se lamuriar.
Há de se pensar que sempre existem problemas piores, que o problema de hoje não vai ser o derradeiro, que sem um sorriso no rosto(mesmo que a lágrima de tristeza ameace rolar), sem os amigos e aqueles que nos querem bem por perto, o fardo pesa mais.
Simbora viver!!Mesmo que seja muiiito mais fácil falar do que fazer...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deixa acontecer, que nada é pra já, viver é aprender a jogar...assim espero!

Minha vida é mesmo um songbook. Pra cada fase uma música, um compositor... muito embora me sinta extremamente representada por Chico Buarque e Nelson Cavaquinho(ê depressão!) Rsrs!
Sempre começo meus textos se não a partir de frases soltas, vindas à mente do nada, a partir de músicas, que vão dos clássicos às mais populares, acho que se um dia meu mundo fosse só de silêncio, sem notas musicais ou letras para traduzi-lo ou se fosse privada de ouvir, preferiria não existir!! Enfim, sigamos...
No atual momento é música que não acaba mais. Tem marchinha, samba-canção, chorinho, bossa nova e até pagodão..rs...que álias, inspirou o texto de hoje: "Deixa acontecer naturalmente..."
Peguei a frase pra destrinchar essa pressa que eu tenho e que identifico no mundo de hoje, de que tudo tem que ser pra ontem, pra agora, sem tijolo por tijolo, causa e consequência de uma vez só. Perdendo assim a naturalidade, impedindo que as coisas se instalem pouco a pouco, a seu modo, que achem lugar adequado, sem a afobação de que se encaixem de primeira.
Essa coisa de ser intenso, de viver o momento, desfrutar as paixões, as amizades, tudo muito e muito, de entregar a chave do coração, de casa, do cadeado daquele diário mais secreto pro melhor amigo de infância, que você conheceu naquela semana; pro amor da sua vida, que existe nela há 5 minutos, é fruto da ansiedade. Talvez também da inocência que alguns (EU) ainda mantém, acreditando num mundo de possibilidades mágicas. Não que a vida seja dura, pré-determinada, mas de uma magia pautada em coisas concretas. É preciso construir! Nada que é perene é feito de uma hora pra outra. Vide o encanto da Cinderela que a transformou em princesa, mas com tempo determinado pra acabar. E ela o que fez? Aproveitou pra plantar a sementinha, ou melhor, esquecer o sapatinho, achando depois do encanto quebrado, junto com o príncipe, é claro, construindo a partir daí o tão sonhado "Felizes para Sempre"!
Já construí muita coisa ao longo desses meus pontinhos, pontinhos,anos de vida. Mas até elas começaram meio no susto. De repente surgiu uma peça e pimba!Lá estava eu montando outras tantas por cima. Sem arrependimentos, mas parei com isso!Cada dia mais!
Há pouco tempo tive provas de que apressar, se dedicar com todas as forças a coisas ou pessoas, querendo que de um dia pro outro se solidifiquem amores, amizades, decisões, não leva a lugar nenhum se não ao posto dos desesperados, inconseqüentes, quiçá malucos! Normal pagar de anormal de vez em quando, mas não sempre, nem pra sempre. Os surtos incontroláveis de ansiedade, que fazem com que sejamos imediatistas, esquecendo da semeadura e priorizando a colheita tem que servir pra algo, tem que servir!!
Esse pensamento, junto com "deixa acontecer naturalmente","não se afobe não, que nada é pra já" viraram mantras...ah, não posso esquecer de "vivendo e aprendendo a jogar"(importantíssimo!). Segui-los-ei para construir um futuro brilhante...será?!Será!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mas ainda não é Carnaval??

"Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar.."



Oficialmente a festa da carne ainda não começou, mas pelas ruas do Rio de Janeiro já se podem ver blocos, enfeites e a alegria que o carioca tem de viver esse período do ano. Eu mesma, que não nasci na Cidade Maravilhosa e que até pouco tempo nem fazia ideia de como era esse tipo de festa profana...rs...tô empolgadíssima pensando em fantasias, fazendo roteiros, doida pra aproveitar a liberdade de ser o que se é ou o que nunca se pensou em ser.
Pra falar a verdade, na minha concepção no Carnaval todo mundo tira de dentro de si o que deixa preso graças às convenções da sociedade, às exigências do mundo. Nesse período em que é permitido ser livre, ser fanfarrão ou ser careta, super herói ou vilão, virgenzinha ou prostituta é que se diz quem se é, é que a gente pode ser feliz, talvez extremadamente, sem medo das repreensões.
Engraçado que a primeira impressão que tive quando vi a festa na rua foi muito estranha. Era como se o Pinel tivesse aberto as portas e deixado todos os maluquinhos soltos pelas ruas da Lapa, andando sem rumo, interagindo com pessoas, objetos e certamente sem seus remédios para controle da euforia. Agora já tenho uma opinião formada. Podem até ser maluquinhos, mas não saídos de um sanatório; interagindo com tudo e com todos, o que não é errado- talvez devêssemos viver mais as pessoas em volta- e alguns estão sob efeito de "remédios" para estimular a euforia. O que não os descredencia, não os torna menos valiosos do que os participantes de retiros, do que os religiosos...apenas os tira, talvez, de uma lista gigante de hipócritas que adorariam estar "travestidos" do que realmente são, ou da lista dos que bloqueiam seus ímpetos para se encaixarem no hall dos sérios, centrados e "normais".
O Carnaval é mágico! Tem cor, um frescor vindo dos desenhos de criança, cheio de surrealismos, de coisas pouco palpáveis. Tem amores intensos, cheios de planos efêmeros. Tem a emoção das escolas de samba que se superam a cada ano, com dinheiro ou sem dinheiro, pra atravessar a Sapucaí e encher os olhos do país inteiro de brilho. Tem as ruas sem carros, pertencendo a seus verdadeiros donos. Tem os blocos, que são um movimento democrático, onde sempre cabe mais um, onde a diversão é gratuita e irrestrita. Tem, infelizmente, a sujeira, o desrespeito...pra tudo se acabar na quarta-feira.
Como o meu forte é a ansiedade, tô louca pra colocar meu bloco na rua! Aproveitar a liberdade, não para me modificar, porque sou do mesmo jeito os 365 dias do ano, mas para desfrutar a leveza de dias felizes, nos quais o que importa é o prazer de estar bem.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A gira do Mundo pode inspirar que o mundo da gente gire também.


Vivendo num planeta redondo era pra subentender que ele gira, que não tem cantos pra se esconder, que tudo tá o tempo todo tomando novas posições e que essas posições são relativas...SEMPRE!!
Difícil é lidar com essa coisa de vida girando, de ideias sendo transformadas, conceitos revistos, até porque, nos cobram sempre constância, definições definitivas (liberdade para redundância). E para ser imutável, constante, seria preciso jamais aprender nada, nem apreender as inúmeras possibilidades que a vida nos oferece, nos dá de bandeja diariamente a cada nascer e pôr do sol. Seria preciso não pensar, não questionar, ser sempre Amor ou sempre Ódio, fogo ou água, ser sempre feliz ou triste...não estamos aqui pra isso.
Estamos aqui para ver o mundo rodar e rodar junto com ele, não no esquema "deixa a vida me levar", mas no esquema "sou eu quem leva a vida", quem dou rumos, sou eu que a tenho em minhas mãos. E ter vida nas mãos significa saber que não importa o quanto tudo gire, vamos ter a capacidade de colocar o nosso mundo no eixo que quisermos, virado pro sol ou pra lua. Ser estável não implica em ter todas as respostas e ser inconstante não pode ser sinônimo de ser insatisfeito. Há de existir coerência no pensar e no agir, mas até isso tenho questionado...será que a pressão para que as atitudes estejam todas de acordo, que pareçam do mesmo conjunto deixa a gente ser feliz?
A estabilidade pode ser entendida como uma fuga, como covardia. Não tô querendo incentivar ninguém a gostar de rock num dia e de samba no outro, mas a não viver a vida como um roteiro definitivo. Escrevo para que eu mesma possa ler, reler, e, o mais importante, entender!! Entender que estabilidade não é marasmo, que se permitir agregar, desfazer, não torna ninguém um maluco que não sabe o que quer. Muito pelo contrário, faz com que sejamos capazes de utilizar o filtro do questionamento com mais requinte e dessa forma sim, transformar as atitudes em coerentes, partidas de um mesmo ser, de alguém que tá buscando ser feliz, não importa quantas vezes reveja o script.
Tô revendo meu roteiro, trocando a minha casca. Não sem a cota necessária de sofrimento, de medo...mas estou decidida a me permitir!! Afinal o planeta que é algo muito mais grandioso e relevante pra muito mais gente, sofre transformações o tempo todo e tá sempre se adaptando às novas condições. Inspirada nisso quero muito que meu mundo seja meu, quero muito me adaptar ao meu novo mundo. É melhor seguir mudando e vivendo do que morrendo de forma constante, dia após dia por temer as incoerências da VIDA.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se for reparar direito tem alguma diferença...e como é bom!!!

Ô mundinho cheio de pano pra manga! Principalmente esse mundinho feminino, ao qual chega a ser um absurdo acrescentar um sufixo diminutivo porque mais vasto impossível!!
Essa semana tive muitos motivos que me levaram a querer escrever sobre ele (tenho mania de dar explicações!). Encontros com amigas, conversas escutadas pelos metrôs da vida, flash de comédia romântica na madrugada, texto do blog de um visitante, sem falar do meu próprio cotidiano...
Inspiração vinda de todas as instâncias e focada para um mesma temática do universo teoricamente mais sigiloso, indecifrável e misterioso: o das fêmeas - utilizo esse termo porque de todas as espécies, humanas ou não, elas parecem sempre ter segredos que os seres do sexo oposto nem desconfiam e características que não compreendem.
É muito batido dizer, mas em vários assuntos homens e mulheres são praticamente água e vinho (e em outros complementares, se é que você me entende), habitantes de planetas distintos, falando línguas que não tem uma palavra sequer com a mesma raiz.
Essas conclusões não são só minhas, mas frutos de pesquisas intensas com grande número de amigas e, também a partir de laboratório, como esses que os atores fazem para construir um personagem, que nem Monange : "você tem que sentir na pele essa emoção".
Li num blog considerações sobre a forma de pensar das mulheres, tudo muito relacionado a como se comportam na cama e o perfil traçado era, resumindo, que somos muito sonhadoras, extremistas e presas a detalhes como vocabulário, principalmente na hora "H". Ora (sem H), não nos prendemos a detalhes, o fato é que eles não existem. Eles são peças, como todas as outras tão necessárias para que se monte esse quebra-cabeça gigante que é um relacionamento ou um envolvimento extritamente " Sexo e Amizade".
Não é querendo complicar.Não é o nosso objetivo. Mas é claro que os homens se enganam e muito, quando acham que são seres racionais, às vezes até superiores por isso. Eles tem uma teoria, que de vez em quando se aplica à prática, de que as mulheres não sabem separar as coisas, de que são emoção demais, intensas demais...Pobres Seres de limitada compreensão (Uahahah- riso de bruxa)!
Nos entregamos sim, vivemos intensamente cada momento e no fundo sempre sabemos, graças àquele sexto sentido, quem deve ser merecedor do prêmio. O problema de erro de interpretação não está no gênero, está no suicida que existe em cada um de nós, na mania que a gente tem de apostar no azarão e querer provar pro mundo, por A mais B, que ele é capaz de chegar em primeiro lugar. Às vezes é, mas isso é a exceção, não a regra. Independente do órgão genital que se possua, o cérebro é movido a desafios para que desenvolva capacidades e faça uso dos neurônios. Dá pra concluir assim que só complicamos ou buscamos o complicado para aprendermos a solucioná-lo o que pode, indiretamente, mostrar a maior diferença entre homens e mulheres. Eles querem as respostas já encontradas e Elas querem sempre as perguntas cujas respostas estão perdidas.
Sim, os universos masculino e feminino são distintos!!É bom tentar decifrar códigos, discutir pontos de vista, achar a peça certa pro seu encaixe, quebrar a cabeça pra entender outra...o mundo de diversidade faz com que tenhamos um mundo diverso e ter variedade é bom demais!! Agora se você não sabe escolher ou tem as peças fabricadas em material não moldável e inflexível, o papo vai ser beeeem mais longo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Política e Cinema, uma mistura explosiva na cabeça de qualquer um!

Chuvinha gostosa lá fora, horário político rolando e a cabeça, sem nada melhor pra fazer, pensando.
Tropa de elite estourando todas as bilheterias, Dilma e Serra numa guerra fria de dar gosto e nós, reles mortais no meio de mais esse confronto.
É, a vida realmente não é de bricadeira, já diria Vinícius de Moraes e se não aguentar pede pra sair, diria o Capitão Nascimento. Depois de ver o filme cujo protagonista é o último citado, não houve quem não saísse do cinema preocupadíssimo com o "sistema". Nem que fosse até a hora do choppinho chegar pra aliviar a tensão no barzinho da esquina. Meu amigo, a película foi uma forma de "desenhar" pra quem não tá entendendo que a gente tá no meio do fogo cruzado. Sendo vítimas dos nossos próprios protetores, tendo nos nossos heróis os algozes, tendo em "deus" o "diabo" ,uma forma de mostrar que tá mais do que na hora de repensar, reformular, mudar, melhorar...a pergunta que fica é como? Ou melhor, quem poderá nos defender (cedido pelo Chapolin Colorado)?
Só dá pra ficar confuso e até desesperançoso com o amanhã.Os bandidos são bandidos, os policiais são bandidos, os políticos são bandidos e esse emaranhado é tão grande que posso até pensar que todos podemos ser bandidos por de forma indireta ou não contribuir para que esse panorama se consolide. Ao invés de sermos meramente reativos ao que acontece a nossa volta e, às vezes, a gente não vê, temos que nos tornar os protagonistas dessa história e no próximo domingo teremos essa oportunidade. Sim, é através das eleições que os parasitas se instalam nas mais altas esferas e minam todas as camadas da sociedade. Muitos que estão lá no Planalto Central já passaram aqui pelo nosso julgamento e agora tá difícil tirá-los de lá. Mas a renovação pode vir e ser tão contagiosa quanto a sujeira que vemos hoje no poder público, vamos acreditar gente! Pra frente Brasil!! Porque se não for assim, melhor desistir. A eleição tá aí, Dilma e Serra são as únicas opções que nos restaram, dentre eles alguém governará o nosso país.Temos que analisar qual fortalecerá menos o "sistema" e vai "fechar" com a gente.
O Capitão Nascimento foi inspirador quando no fim do filme jogou a "m..." toda no ventilador, foi um incentivo. Talvez se botassemos mais a boca no trombone,"botariam" menos na gente.
Estamos sendo tolitos porque nos convém, mas e quando não convier mais? e quando não soubermos para quem pedir socorro e de quem fugir? O mais novo herói do cinema brasileiro também se viu perdido no filme até descobrir quem eram seu inimigos. Se não sabemos quem são os nossos, sabemos o que os alimenta: a falta de educação, cultura, saúde, a fome - essas fazem a felicidade deles. No dia em que o "alimento" parar de chegar até boca desse tipo de dirigente(da política, do tráfico, da sociedade)talvez não falte o alimento do corpo e da alma e a sociedade seja como o Deus de verdade, esse que em diversas religiões é o criador: soberanamente justa e boa. Amém!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Andava louca de saudade, saudade, saudade ô!

Depois de mais uma longa pausa, eis me aqui de volta, tentando retornar a minha vida de aspirante à escritora, tentando retomar o que era um hobby e que cansou quando virou obrigação: escrever meus textos.
Saudade é mesmo uma coisa muito louca de sentir, principalmente quando a coisa ou pessoa da qual se sente falta está ali tão perto, teoricamente ao alcance e tão distante também.
Eu estava sentindo uma falta danada de colocar em palavras meus pensamentos e devaneios e dependia só de mim matar essa saudade, no entanto parecia algo tão difícil...enfim, consegui!
Vai ver que é porque às vezes é bem mais fácil tentar achar explicações, definir situações através das palavras, mesmo quando não se entende o que se sente, nem porque se sente. Amo muito isso, que alívio estar de volta!
O questionamento que gerou esse blá-blá anterior surgiu quando senti saudade de uma coisa, quer dizer, de várias coisas. Umas que estavam ao meu alcance e outras que nem tanto. A partir desse fato tratei de voltar pro meu blogzinho amado,de cair no samba, de ligar pros meus amigos sumidos, de passar o dia na casa do meu Papi e depois ficar só com as boas lembranças de outras situações que já passaram, porque saudade implica em querer viver de novo, em querer a sensação de volta e nem sempre dá ou vai ser tão bom quanto já foi um dia.
A gente se gaba tanto de ter SAUDADE apenas na língua portuguesa, não sei se é pra se gabar, ela tem uma conotação de tristeza tão grande, pelo menos pra mim, que acho melhor tê-la bem longe do meu vocabulário. Bom mesmo é matá-la e como é bom!!
Por várias vezes nos últimos dias me senti saudosista, nostálgica e impotente. Sendo assim, pra finalizar essa história escrevi esse textinho com o objetivo de me comprometer comigo mesma a "matar" a saudade de tudo que minha mão pode alcançar, que a internet pode estreitar, que um telefonema consegue aplacar. E o resto, o irremediável, que o tempo resolva, que as lembranças conservem, mas que o sofrimento por isso não exista nunca mais.
Que o que entristece e enfraquece morra no arquivo morto da minha memória (redundância necessária). Até breve!!

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